terça-feira, 21 de abril de 2009

Um olhar...

" . . . Ninguém vai bater tão forte quanto a vida. Mas não se trata de quão forte você pode bater. Se trata de quão forte pode ser atingido e continuar seguindo . . . "

Eu sei que após o supra citado eu não precisaria dizer que andei assistindo nosso ilustre visitante às areias cariocas, naquela que eu julgo sua melhor atuação. Eis que Stalone, como Rocky Balboa, ao alto de toda a sabedoria de sua melhor idade, surge entre uma e outra troca de canais e como se estivesse falando diretamente pra mim, levanta uma das mãos, aponta pra ela e dá início a uma das cenas mais instrutivas do cinema.

Desconheço a pessoa que escreveu essa fala, mas sou capaz de apostar que tem mais de 50 anos de sabedoria. Seria bem mais fácil enfrentar as adversidades que a vida nos impõe, se soubessemos ouvir _não com ouvidos, mas com coração e alma_ o que nossos pais e avós nos dizem.

Contudo, sei que precisarei cair, me machucar, levantar novamente e curar as feridas, incontáveis vezes até ser capaz de ouvir essa frase e não só achá-la absolutamente perfeita e tentar absorvê-la, mas entender exatamente do que se trata. Porém, fato é, que, após refletir profundamente sobre o quanto eu precisava ouvir aquilo, naquele exato momento em que estava jogada no sofá sentindo pena e rancor de mim mesma, decidi me perdoar novamente e estabelecer paz com meu coração, mais uma vez.

Engraçado como nos enganamos, nos achando plenos de conhecimento sobre sentimentos e sobre a vida, até que a própria trata de nos reposicionar de maneira abrupta, porém necessária, nos forçando a refletir, reconhecer, e voltar a viver um dia de cada vez, enfrentar vários sentimentos distintos ao mesmo tempo e, o mais importante, respeitar o tempo.

Ok.. respeitarei o tempo mas espero que ele respeite eu querer acreditar que a vida é bonita, que as pessoas são boas e que o mundo não é tão cruel. Quero acreditar no meu conto de fadas... E torcer para que o destino tenha se feito presente no encontro daqueles olhares, naquele beijo e que o tempo me traga a tradução daquelas palavras, a explicação da ausência de palavras e que eu possa continuar me enganando sob o direito de ser jovem.


. . . Eu tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo
É sobre você
Eu não posso me enganar
Fingir que estou bem
Porque não estou
Preciso de você essa noite . . .


. . . E agora o que me resta
Escrever nessa carta
Pra lembrar . . .

. . . Eu passo tanto tempo
Só te procurando
Em um outro alguém



Mas não posso me enganar
Sinto sua falta
E ninguém pode ver . . .

Preciso de você


Preciso de você

Essa noite!




Anna Carolina França,
21/04/2009,
16:57hs de um feriado chuvoso lá fora.
(Mas chove mais aqui dentro . . .)

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